História

Essa tal maternidade, que nos traz tantas mudanças, me trouxe inspiração para criar a MALUBAMBU. Eu, pedagoga, com minha filha bebê, senti a necessidade de levá-la a um espaço lúdico de aprendizagem, mas não encontrava este lugar aqui em Salvador. As únicas possibilidades eram creches, berçários e escolas que recebiam crianças a partir de um ano.

A medida que me encontrava com outras mães, percebia que a demanda por um espaço de atividades lúdicas que estimulassem o desenvolvimento infantil não era só minha. Foi então que resolvi pesquisar e descobri alguns lugares, em outros estados do Brasil, que eram opções para as crianças pequeninas que ainda não estavam na escola.

Fiquei muito animada e cada vez mais crente no projeto. Sempre acreditei na importância da brincadeira, do brincar para a promoção do desenvolvimento infantil e na importância da qualidade das situações lúdicas. Cada vez mais eu tinha clareza: montar um espaço em que os bebês e as crianças pequenas pudessem frequentar para brincar e, através dessa atividade, desenvolver diferentes áreas. Um espaço em que as situações lúdicas de aprendizagem fossem preparadas por pessoas que conhecessem os diversos recursos que podiam utilizar, para atender às necessidades de cada criança.

Mariana Pedreira. Foto: Divulgação

O projeto estava crescendo na minha cabeça e precisava encontrar alguém que também apostasse nele. Eu buscava pessoas que acreditassem no verdadeiro brincar, o livre e espontâneo, para despertar nas crianças a motivação e o interesse, ingredientes imprescindíveis, através dos quais a aprendizagem seria facilitadora, já que abordada de forma correta.

E esta pessoa estava mais perto do que eu imaginava. Minha irmã, Luciana, acreditou e se identificou tanto com o projeto que tratou logo de pensar um nome. Queríamos algo que lembrasse a nossa infância, algo que desse identidade ao lugar. Foi então que juntamos as primeiras sílabas dos nossos nomes. Daí surgiu o MALU.

Depois, lendo um texto do pediatra Leonardo Posternark sobre a relação do bambu japonês e a educação dos nossos filhos, decidimos que no nome deveria existir a palavra BAMBU. A planta cresce após sete anos e seis semanas se lhe for dado tudo o que ela precisa no momento certo. Nós duas buscamos franquias, pesquisamos modelos, visitamos espaços, estudamos, fizemos curso de brinquedista. Depois, chegou outra sócia, a amiga Daniele Bulcão. E então nasceu o espaço, inaugurado no Dia das Crianças pelas três, sem padrões formatados, como se fosse para os nossos próprios filhos.

Após três anos funcionando na Barra, veio a decisão de mudar de endereço. Procurávamos uma casa maior, com quintal amplo e mais espaço para as atividades. A partir de maio de 2015, a MALUBAMBU funciona em nova sede, agora no bairro da Pituba. Em 2016, a casa completa 5 anos. É muito bom ver o projeto crescendo.

Mariana Pedreira, pedagoga e sócia-fundadora da MALUBAMBU

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